Manaus 15/05/2026 26°C · Nublado
AO VIVO

Nova tecnologia fortalece estudos sobre contaminação por mercúrio no AM

Barco-laboratório utilizado nas expedições do ProQAS/AM foi construído e doado pelo Grupo Atem

Thaís Gama · 15/05/2026 às 17:54

Nova tecnologia fortalece estudos sobre contaminação por mercúrio no AM

Barco-laboratório utilizado nas expedições do ProQAS/AM foi construído e doado pelo Grupo Atem

O monitoramento ambiental na Amazônia ganhou um reforço importante com a implantação da maior plataforma de monitoramento de espécies de mercúrio da Região Norte. A nova estrutura passa a integrar as atividades do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM) e foi instalada na Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA). 

As expedições científicas do programa são realizadas a bordo do barco-laboratório Roberto dos Santos Vieira, construído e doado pelo Grupo Atem para apoiar as pesquisas ambientais desenvolvidas na região amazônica.

O novo laboratório permitirá que análises de alta complexidade passem a ser realizadas integralmente no Amazonas, reduzindo a dependência de instituições de outros estados e do exterior. O avanço representa um ganho importante para a autonomia científica regional, além de acelerar significativamente o processamento dos dados obtidos durante as expedições ambientais realizadas pelo programa.

Até recentemente, parte das análises relacionadas à contaminação por mercúrio precisava ser enviada à Universidade Harvard, nos Estados Unidos, parceira científica do projeto desde 2023. Com os novos equipamentos instalados na UEA, a expectativa é reduzir o prazo de entrega dos resultados de até três meses para menos de 30 dias.

Os equipamentos serão utilizados pelo Grupo de Pesquisa Química Aplicada à Tecnologia (GP-QAT), responsável pelos estudos sobre a presença e o comportamento do mercúrio em espécies da Amazônia. O trabalho acompanha três formas do metal: mercúrio metálico, mercúrio iônico e metilmercúrio — considerado o mais tóxico devido ao seu potencial de bioacumulação e aos impactos sobre o sistema nervoso humano.

Além de identificar as diferentes espécies de mercúrio presentes nas amostras, a nova plataforma permitirá análises isotópicas capazes de rastrear a origem da contaminação nos rios da região.