22 de julho de 2021 09h55 - Atualizado em 22/07/2021 14h58

Vice-governador do AM afirma que exonerou Secretário por escândalos

Carlos Almeida emitiu nota após o Governo informar que houve tentativa de manobra para desestabilizar
Foto: Rodrigo Santos/Secom
Foto: Rodrigo Santos/Secom

O Governo do Amazonas emitiu nota nesta quinta-feira (21) esclarecendo que não houve exoneração do secretário de segurança pública do Amazonas, Coronel Louismar Bonates. Na madrugada, de acordo com a nota, o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida tentou em uma manobrar exonerar o servidor.

Ainda de acordo com as informações da assessoria do Governo, o ato de tentativa de exoneração teria sigo feito com o apoio de um funcionário comissionado da Casa Civil, de forma ilegal. “Criaram um documento exonerando um secretário de Estado, sem conhecimento do chefe da Casa Civil e do governador”, revela a nota.

Apesar da tentativa, o documento não chegou a ser publicado, por isso não tem validade e efeito. “Mas o ato gravíssimo tem o objetivo de causar instabilidade e danos ao Governo”. Por conta do ocorrido, o servidor será exonerado, além disso, teve as senhas de acesso ao sistema de governo canceladas e foi proibido de entrar na Casa Civil.

O caso foi encaminhado à polícia, que tomará todas as providências para responsabilizar os envolvidos nesse ato criminoso.

Nota Pública do vice-governador Carlos Almeida

Na noite da última quarta-feira (21), protocolei na Casa Civil do Estado do Amazonas o pedido de exoneração do secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates. Um ato de extrema necessidade diante do escândalo que a permanência do secretário representava à frente da pasta.

Além do colapso na Saúde, que infelizmente resultou na morte de muitos amazonenses, o estado vem sendo vítima de uma infinidade de desvios éticos que, segundo investigações, atingem também a Segurança Pública. Portanto, não tendo o governador exercido tal obrigação, coube a mim pedir a exoneração do secretário em nome da moralidade.

Como determina a Constituição, a ausência do governador implica em imediato exercício do cargo pelo vice-governador, portanto, enquanto governador em exercício, meus atos são válidos. Acusações de fraude demonstram total desconhecimento da legislação por parte da equipe de Wilson Lima.

Ressalto que todas as medidas criminais e administrativas serão tomadas em relação aos servidores que se opuserem ao cumprimento da ordem de exoneração. Posteriormente, caso Wilson Lima discorde de minha decisão, mesmo diante de todas as denúncias envolvendo o nome do secretário, o governador poderá reconduzi-lo ao cargo assim que retornar de viagem.

Carlos Almeida Filho – governador em exercício do Amazonas

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