15 de julho de 2021 14h49 - Atualizado em 15/07/2021 14h49

Museu da Amazônia inaugura nova exposição intitulada “Artefloresta”

O Museu a céu aberto receberá a instalação de obras de artistas locais

Não é novidade que uma simples visita ao Museu da Amazônia (MUSA) faz qualquer pessoa refletir. Além da pesquisa e divulgação científica que fazem parte do DNA, o local é um museu a céu aberto. Dos visitantes que se impressionam com a vista da copa das árvores depois de subirem os 42 metros da Torre de Observação aos turistas encantados por insetos, aracnídeos, anfíbios, flores, frutos, répteis, água.

Em busca de trazer um novo olhar sobre a floresta, o Museu da Amazônia convidou artistas locais para juntos construírem a nova exposição “Artefloresta”.

“Os atores da floresta – árvores, cipós e folhas – vivem procurando autores que traduzam para a linguagem humana suas mensagens. Elas, as árvores, querem conversar conosco e viver juntos em boa paz. O MUSA então convidou artistas sensíveis aos apelos da floresta para ouvi-las e traduzir o que as árvores nos contam, reclamam, exalam. Assim nasceu o Artefloresta.”, explicou o diretor do Museu Ennio Candotti.

As obras estão dispostas nas trilhas e em algumas exposições de longa duração do MUSA e podem ser conhecidas através da visita sem guia a partir desta quinta-feira (15). 

As instalações artísticas são: 

– Pontes flutuantes, de Marcos Cereto. Instalada no lago das vitórias-régias, a obra trata sobre o trabalho arquitetônico do colectivo Aqua Alta do Paraguai, como uma solução emergencial para as cheias do Rio Paraguay e do Arroyo Ñeembucú. No MUSA, sugere construções que dialoguem com as condições amazônicas e suas enchentes sazonais.

– Mato, linha e cor é o projeto de intervenção na natureza da artista Priscila Pinto. Realizado com grafite, barbantes e fitas, com intenção de provocar percepções visuais sobre as conexões naturais e artificiais na paisagem amazônica. Segundo a artista, a inspiração veio ao caminhar pelas trilhas do MUSA.

– Escadas para o céu é a proposta de intervenção de Zeca Nazaré. As escadas estão instaladas pelo MUSA com a intenção de guiar o olhar dos visitantes mata acima. As escadas também estamparão camisetas produzidas pelo artista que podem ser adquiridas na lojinha do Museu.

– Joias para Angelim é a obra de Iuçana de Moraes Mouco e surgiu a partir da observação da artista nas trilhas e sbre os elementos do MUSA.  A escultura representa brincos e pingentes em formato da folha de embaúba, como um presente para a natureza e combina a experiência da artista na confecção de jóias. 

– A Seiva, de Anibal Augusto Turenko Beça. É uma reação antropomórfica aos dentes da motosserra, a partir da seiva que escorre de uma árvore como resultado dessa interação. Turenko identifica a criação com o conceito de site specific, pois foi pensada para determinado lugar e árvore do MUSA, laboratório natural, segundo ele.

– La otra orilla, é a instalação arte-arquitetônica de Roberto Suarez. O antropólogo e artista peruano mora em Manaus e pensou na obra a partir das memórias da família de agricultores de arroz e dos elementos que cercam sua obra, como o lago. O artista busca expressar uma história do cotidiano através da poesia. A instalação remete a um tipo de abrigo construído na colheita para guardar mantimentos e proteger os trabalhadores do sol.

– Quantum Natureza, de Nonato Tavares. Pedacinhos de madeira seca no chão formam um tipo de mandala: círculos concêntricos – ondulações criadas quando uma pedra é atirada na água. Símbolo de movimento, energia e conexão com a natureza.

 

Útimas notícias