5 de maio de 2021 12h39 - Atualizado em 5/05/2021 13h59

Cesta básica acumula alta de 6% no 1º quadrimestre de 2021, aponta pesquisa

O levantamento apontou, ainda, um reajuste de 5,15% no valor médio da cesta básica em abril

De janeiro a abril deste ano, a cesta básica em Manaus acumulou alta de 6%. O aumento dos preços dos itens essenciais foi constatado em pesquisa realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (CDC/Aleam), divulgada nesta terça-feira (4). 

O levantamento apontou, ainda, um reajuste de 5,15% no valor médio da cesta básica em abril, na comparação ao mês anterior. Com isso, a CDC/Aleam constatou que, em março, o consumidor desembolsou R$ 251,05 para adquirir os produtos essenciais, enquanto que, no mês seguinte, pagou R$ 263,98 pelos mesmos itens.   

O levantamento, feito entre os últimos dias 29 e 30, coletou dados de 26 itens essenciais em dez supermercados localizados nas zonas Oeste, Norte e Leste da capital amazonense.

No acumulado do 1º quadrimestre de 2021, o valor da cesta básica foi alavancado pelo aumento significativo de produtos considerados obrigatórios na lista de compras do consumidor amazonense como o ovo, a linguiça calabresa, o feijão carioca e o desinfetante. 

Conforme a pesquisa, o preço médio da cartela com 30 ovos aumentou 14,28%, saltando de R$ 14,22, em janeiro, para R$ 16,25 no último mês; seguido da linguiça calabresa (+7,80); do feijão carioca (+ 6,79%) e do desinfetante (+15,5%).

Na contramão dos aumentos, destaque para o óleo de soja. Depois de meses contribuindo para o encarecimento da cesta básica em Manaus, o valor médio do óleo de soja apresentou uma queda de 3,04%. 

Na avaliação do presidente da CDC/Aleam, deputado estadual João Luiz (Republicanos), essa alta no acumulado dos quatro primeiros meses do ano tem um reflexo direto na aquisição da cesta básica, reduzindo o poder de compra do consumidor amazonense. 

“Infelizmente, a lei em vigência, que proíbe a majoração de produtos e serviços, não está sendo totalmente cumprida. Prova disso, é esse reajuste do valor médio da cesta básica no acumulado de janeiro a abril deste ano. Somos cientes da sazonalidade de alguns itens, mas isso é ruim para o consumidor. Isso porque, o consumidor não consegue se programar para adquirir os produtos essenciais, ultrapassa o orçamento mensal da família e, na maioria das vezes, se vê obrigado a optar por um item em detrimento a outro”, afirmou João Luiz, ao comentar que, cada vez mais, se faz necessário pesquisar antes de efetuar as compras do mês. 

Vale ressaltar que o valor mínimo é calculado considerando o menor preço encontrado para cada produto nos diferentes estabelecimentos, assim como, o valor máximo é calculado somando-se os preços mais caros para cada um dos mesmos itens pesquisados.

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