12 de agosto de 2017 11h21 - Atualizado em 12/08/2017 11h24

Uso de plantas medicinais e fitoterápicos é tendência na rede municipal

Prefeitura aposta na medicina alternativa para o tratamento de doenças
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A utilização de fitoterápicos no tratamento de doenças já é uma realidade no Sistema Único de Saúde (SUS) e a inclusão de medicamentos à base de plantas medicinais e fitoterápicos produzidos em Manaus se dará de forma gradativa e é uma tendência para um futuro próximo. Essa foi uma das conclusões do I Simpósio Municipal de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

“Acredito que o simpósio teve um resultado positivo porque nós conseguimos trazer representantes do Ministério da Saúde e de instituições parceiras do Projeto Assistência Farmacêutica em Plantas Medicinais e Fitoterápicos, desenvolvido pela Prefeitura de Manaus. O prefeito Arthur Virgílio Neto quer assegurar todas as alternativas possíveis para que a população tenha acesso, inclusive a medicina alternativa no tratamento de doenças”, destacou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

Durante três dias, o simpósio debateu questões referentes ao tema central “Plantas Medicinais e Fitoterápicos: da tradição à ciência” e possibilitou a atualização de informações sobre avanços nas pesquisas para a produção de medicamentos a partir de plantas medicinais. Uma das questões abordadas nesta sexta-feira, 11/8, último dia do simpósio, foram os desafios relacionados à regulação e a prescrição médica de plantas medicinais e fitoterápicos no Brasil.

O fiscal de saúde, Fábio Markendof, da Vigilância Sanitária (Visa Manaus), participou da mesa redonda que discutiu o tema e explicou que uma parte significativa dos fitoterápicos vendidos nas ruas das grandes cidades pode causar intoxicação devido à falta de pesquisas e de certificação para produzir e comercializar esses medicamentos. “É preciso ter muito cuidado com as “fórmulas” que se apresentam como curadoras de várias doenças. Elas, na verdade, podem causar problemas sérios de saúde”, alertou.

O fiscal apresentou fotos de produtos e identificou características que denunciam a falta de cuidado, tanto na manipulação quanto na mistura de soluções que são transformadas para se tornarem as conhecidas “garrafadas”. “Em fiscalizações realizadas recentemente nós flagramos fábricas clandestinas desses produtos funcionando sem qualquer condição de higiene sanitária”, finalizou.

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