13 de setembro de 2018 14h06 - Atualizado em 13/09/2018 14h06

União prolonga permanência das Forças Armadas em Roraima

Com a decisão, os agentes ficarão até 30 de outubro em Boa Vista e Pacaraima
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Agentes das Forças Armadas vão permanecer até o dia 30 de outubro em Roraima. A decisão de prolongar a permanência do Exército foi publicada na quarta-feira (12), no Diário Oficial da União.

A presença das Forças Armadas no estado foi autorizada no fim de agosto para garantir a segurança de brasileiros e venezuelanos na capital Boa Vista, e em Pacaraima, município que faz fronteira com a Venezuela e registrou casos de violência contra os refugiados. Outra medida para amenizar a situação foi o envio de mais de 200 venezuelanos que estavam em Boa Vista para Canoas, no Rio Grande do Sul. A cidade receberá um repasse de R$ 1,2 milhão do Ministério do Desenvolvimento Social para ajudar no custeio do sistema de acolhimento pelos próximos seis meses. A cidade gaúcha de Esteio também receberá um grupo de venezuelanos.

Um dos fundadores do Instituto de Reintegração do Refugiado (Adus), Marcelo Haydu, ressalta que o governo e o próprios povo brasileiro tem papel fundamental no acolhimento dos venezuelanos. A sociedade deve ter consciência de que essas pessoas não estão vindo para cá porque querem. O refúgio é uma migração forçada. Essas pessoas são obrigadas a saírem dos seus países de origem por uma questão de perseguição ou de violação dos direitos humanos. O Brasil tem condições sim, além da obrigação moral e legal para receber algumas dessas pessoas, e de tentar possibilitar a condição mínima para essas pessoas retomarem sua vida de maneira digna.”

As tensões na região Norte se intensificaram com a chegada dos venezuelanos, que fogem da crise política e econômica que atinge o país vizinho.

Entre os episódios que justificam a presença das Forças Armadas, está a do espancamento de um comerciante brasileiro, supostamente agredido por venezuelanos em Pacaraima. O caso gerou revolta na população local, que expulsou os imigrantes e ateou fogo em seus pertences no mês passado.

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