24 de maio de 2018 11h20 - Atualizado em 24/05/2018 11h20

Susam consegue, junto ao MS, repasse de verba para combate à Malária no Estado

O acréscimo concedido deve variar de 20% a 50% e vai beneficiar Manaus e 15 municípios
Foto: Aguilar Abecassis/SECOM
Foto: Aguilar Abecassis/SECOM

O secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, conseguiu aprovar, em Brasília, o aumento do repasse para o combate à malária em Manaus e em mais 15 municípios do interior. O acréscimo, concedido pelo Ministério da Saúde (MS), irá variar de 20% a 50%.

A aprovação foi confirmada, nesta quarta-feira (23), durante a reunião do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), com a presença do secretário de Vigilância em Saúde do MS, Osnei Okumoto e da secretária substituta do órgão, Sônia Brito. O crescimento dos índices de malária no País foi um dos principais assuntos tratados na reunião. Deodato afirmou que o reforço anunciado durante o evento é fruto de um pleito feito em março, através do Conass, por ele e um grupo de secretários da Amazônia. Na ocasião, Amazonas, Acre e Pará se uniram para pleitear mais apoio, tendo em vista o avanço da malária na região.

Para o Amazonas, haverá acréscimo no recurso do teto de endemias para Manaus e mais 15 municípios – São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro, Coari, Guajará, Itacoatiara, Lábrea, Presidente Figueiredo, Carauari, Tefé, Atalaia do Norte, Ipixuna, Tapauá, Alvarães e Rio Preto da Eva. O valor altera, de acordo com a situação epidemiológica de cada um.

Além do aumento no teto, Deodato informou que conseguiu junto ao MS o compromisso de liberação de recursos para o diagnóstico da malária, destinados à aquisição de novos microscópios e para a contratação de microscopistas para a realização de teste rápido. “É uma grande conquista para o Estado, que no ano passado viu a malária voltar a crescer, principalmente, por conta da descontinuidade das políticas de prevenção”, disse o secretário, que assumiu a pasta em outubro de 2017.

 Ele ressaltou que o reforço no diagnóstico fará uma grande diferença, uma vez que é primordial para a interrupção do ciclo de transmissão. “Estamos no sétimo mês de governo, fruto de eleição suplementar, mas temos consciência de que e possível retomar, ainda em 2018, esse vazio que ficou, principalmente na área de diagnóstico da malária”, afirmou o secretário na reunião.

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