17 de outubro de 2017 17h46 - Atualizado em 17/10/2017 17h47

Secretário de Saúde volta atrás e revela novo valor de déficit

O valor atualizado é de R$ 572,1 milhões. A declaração foi dada na Aleam
Foto: Danilo Mello/Aleam
Foto: Danilo Mello/Aleam

O secretário de Saúde do Amazonas, Francisco Deodato afirma que houve “mal entendido” em relação ao valor do deficit da saúde no Estado. Deodato ressaltou que não existe um rombo de mais de R$ 1 bilhão.

A declaração foi dada nesta terça-feira (17) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O titular da pasta foi convidado pelos deputados para esclarecer informações divulgadas pela mídia local a respeito de suposto rombo de R$ 1,2 bilhão no sistema de saúde estadual.

Na semana passada, o deputado Sabá Reis (PR) cobrou a presença do secretário de Saúde para esclarecer as declarações de que o novo governo havia encontrado um “rombo” no segmento da Saúde, sendo atendido na Sessão Ordinária desta terça. Na sessão dirigida pelo presidente David Almeida (PSD), os deputados Sabá Reis (PR), Serafim Corrêa (PSB), Alessandra Campêlo (PMDB), Luiz Castro (Rede), Dr. Gomes (PSD), Abdala Fraxe (Podemos), Platiny Soares (DEM), Wanderley Dallas (PMDB), José Ricardo (PT), Ricardo Nicolau (PSD), Augusto Ferraz (DEM) e Belarmino Lins (PROS) tiveram participação ativa questionando o secretário.

Antes de apresentar os números da Susam, Francisco Deodato disse que houve um “mal entendido” e que “o que eu disse foi deturpado”, ressaltando que nunca proferiu palavras como “rombo” ou “desvio”, mas que teria recebido informações de que a Susam tem um déficit. Deodato disse que orçamento da Saúde para 2017 é de R$ 2,2 bilhões, dos quais, R$ 1,8 bilhão de orçamento inicial e R$ 400 milhões de suplementação. Do total, conforme o médico, até o final de agosto foi executado R$ 1,7 bilhão, restando um saldo orçamentário de R$ 494,2 milhões.

No entanto, até o encerramento do exercício de 2017, em dezembro, a Susam necessita de R$ 888 milhões. “Teremos um déficit orçamentário de R$ 393,8 milhões, relacionado às obrigações vigentes”, mencionou. Existem ainda serviços prestados sem contrato e contratos não renovados somando R$ 178,3 milhões. “Somando-se esses dois itens chegaremos a um déficit de R$ 572,1 milhões”, informou.

De acordo com o secretário, os números que tem falado sãos os mesmos que o deputado David Almeida apresentou como governador interino ao entregar o governo ao atual governador Amazonino Mendes, porém as interpretações é que foram diferentes. “Quero esquecer esse desentendimento de informações e trabalhar na construção desse novo momento da saúde do Amazonas”, sintetizou.

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