14 de fevereiro de 2020 08h42 - Atualizado em 14/02/2020 08h42

Polícia Civil esclarece casos de supostos sequestros de crianças na capital

População não deve compartilhar informações falsas para não causar pânico desnecessário
Titular da Depca, Joyce Coelho, esclarece casos de supostos sequestros de crianças na capital - Erlon Rodrigues/PC-AM
Titular da Depca, Joyce Coelho, esclarece casos de supostos sequestros de crianças na capital - Erlon Rodrigues/PC-AM
A Polícia Civil do Amazonas, por meio da delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), falou durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira (13), às 14h, no prédio da especializada, sobre casos recentes de fake news envolvendo sequestros de crianças na capital. Na ocasião, a delegada também destacou o andamento das investigações em torno dos desaparecimentos do menino Erlon Gabriel Dias Costa, 2, e de Edilene Cordeiro da Silva, de 9 anos.
De acordo com a autoridade policial, nos últimos dias houve uma quantidade expressiva de notícias falsas sendo compartilhadas nas redes sociais, envolvendo sequestros de crianças na cidade. Segundo Coelho, os boatos iniciaram após Erlon Gabriel desaparecer, no dia 6 de fevereiro deste ano, quando brincava em frente à casa onde ele mora com a família, na comunidade União da Vitória, bairro Tarumã, zona oeste da capital.
Caso Edilene – A criança de 9 anos, que estava desaparecida desde o dia 1º de fevereiro deste ano, foi localizada, na última terça-feira (11), por volta das 19h, na Comunidade do Paricatuba, localizada em Iranduba (distante 27 quilômetros em linha reta da capital), após o Conselho Tutelar da cidade receber denúncia anônima informando sobre o paradeiro da criança.
Segundo a titular da Depca, a menina era explorada dentro da própria família, o que resultou na retirada dela dos familiares. Ela passou a viver em um abrigo durante algum tempo, porém em dezembro de 2019, ela retornou novamente para o convívio com a família, porém foi entregue sem passar pelos procedimentos legais, de acompanhamento psicológico e exames médicos.
“Ela fugiu de casa a convite de uma mulher para o município de Iranduba, onde estava vivendo na casa de um casal, o que caracteriza o crime de aliciamento para uma possível exploração sexual e até trabalho infantil, que já está sendo investigado. A menina foi encaminhada definitivamente para um abrigo de menores. O casal que estava com ela já veio à delegacia onde foram realizadas as oitivas e os procedimentos cabíveis”, explicou a delegada.
Caso Erlon – A delegada relatou que trata-se de um caso delicado, e pede o apoio e a colaboração das pessoas para que continuem divulgando as imagens da criança. Entretanto, a autoridade policial destacou que é necessário ter cautelar para não divulgarem notícias falsas. “Destaco que, as investigações seguem em andamento para localizá-lo, nenhuma possibilidade pode ser descartada, porém ainda não encontramos indícios de sequestro”, declarou a delegada.
Denúncias – Joyce Coelho informou que caso alguém tenha conhecimento de qualquer tipo de crime envolvendo crianças, é importante formalizar a denúncia. “As pessoas que tiverem conhecimento sobre esse tipo de crime, devem formalizar a denúncia em uma unidade policial mais próxima, com responsabilidade para não criarem pânico na população, como está acontecendo nos últimos dias”, ressaltou Coelho.
Denúncias podem ser feitas diretamente no prédio da Depca, situado na avenida Via Láctea, conjunto Morada do Sol, bairro Aleixo, zona centro-sul. Delações também podem ser realizadas por meio do número 181, o disque-denúncia da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP).

 

Útimas notícias