11 de outubro de 2018 10h38 - Atualizado em 11/10/2018 10h38

PF deflagra Operação Cashback, um desdobramento da Maus Caminhos

Ação visa desarticular grupo vinculado a fraudes contra os cofres da administração pública do Estado do Amazonas
policia federal 1

Dezesseis mandados de prisão e 40 de busca e apreensão em empresas e residências de suspeitos são cumpridos em Manaus, na  Operação Cashback, da Polícia Federal, em conjunto com  a Receita Federal, Controladoria Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF). A ação é mais um desdobramento da Operação Maus Caminhos, que visa desarticular grupo vinculado a fraudes contra os cofres da administração pública do Estado do Amazonas.

As  investigações  revelaram,  numa análise preliminar realizada pela Receita Federal, que empresas fornecedoras de mercadorias e serviços para o Estado do Amazonas utilizavam notas fiscais e recibos frios para geração de despesas fictícias, que, além da redução de tributos a pagar, permitia a geração de “caixa 2”, o que, em tese, serviria para enriquecimento ilícito, pagamento  de  propinas  e  lavagem  de  dinheiro. Há suspeitas de que esse
mecanismo  só  foi  possível  por  meio  do superfaturamento dos serviços e produtos fornecidos.

Em  quatro  anos  essas  empresas receberam mais de R$ 400 milhões do governo  estadual,  estimando-se  que as fraudes perpetradas superem R$ 140 milhões. A Receita Federal estima que mais  de  R$ 58 milhões deixaram de ser pagos em função da redução fraudulenta de tributos com despesas fictícias, que em valores atualizados, mais  multa, podem alcançar montante superior a R$ 120 milhões.  Novas  provas  e  informações devem ser obtidas com o desencadeamento  da  operação,  dando  uma  maior  dimensão  dos  prejuízos causados pelos criminosos.

O  termo  “CASHBACK”, refere-se à prática do retorno do dinheiro pago às empresas fornecedoras de produtos e serviços do Instituto Novos Caminhos ao líder da organização criminosa, para que fosse redistribuído a título de propina aos agentes públicos e políticos.

Participam da operação dez Auditores e dez Analistas da Receita Federal, 150 policiais federais e oito auditores da CGU. A entrevista coletiva está prevista para às 11h, na Superintendência da Polícia Federal, onde serão repassadas  outras informações relativas à operação.

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