16 de janeiro de 2020 11h51 - Atualizado em 16/01/2020 11h51

Municípios do Amazonas terão mapas de alta resolução para monitoramento de cheia

O mapa, elaborado a partir do uso de drone e GPS de altíssima precisão
Monitoramento - Sala de Situação

O monitoramento do nível dos rios do Amazonas passará a ser feito com auxílio de mapas de altíssima resolução, a partir de 2020. A iniciativa, proposta pela Agência Nacional de Águas (ANA), e realizada em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e a Defesa Civil do Amazonas, visa tornar mais precisa a identificação das áreas afetadas para otimizar a emissão dos sinais de atenção, alerta e emergência nos municípios do estado.

O mapa, elaborado a partir do uso de drone e GPS de altíssima precisão, conterá informações de relevo e das zonas de risco que são propícias a alagações. A primeira cidade a receber a carta é o município de Humaitá. As equipes da Sema, CPRM e Defesa Civil estiveram in loco, entre os dias 02 e 08 de dezembro de 2019, para fazer o mapeamento no perímetro urbano do município. As próximas cidades a serem mapeadas são Eirunepé, Tabatinga, Coari, Lábrea, Canutama, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Itacoatiara e Parintins.

Os boletins hidrometeorológicos elaborados diariamente pela Sema e demais organizações poderão utilizar os mapas para auxiliar no monitoramento das cotas de referência dos municípios. A proposta é que o mapeamento de alta resolução nas 10 cidades do Amazonas se some ao monitoramento realizado pelo CPRM em 16 municípios do estado. Com o cruzamento dos dados, será possível gerar informações mais precisas e prever quais pontos da cidade devem ser afetados por inundações.

De acordo com o engenheiro ambiental e assessor de Recursos Hídricos da Sema, Maycon Castro,  a ação permite uma maior atuação estratégica dos órgãos. “Por meio do monitoramento hidrológico e do mapeamento da região urbana das cidades, nós conseguimos criar cartas (mapas) de altíssima resolução espacial, graças ao uso dos drones e GPS. Com isso, sabemos quais são as ruas que irão inundar primeiro e, dependendo da variação de cota, emitir alertas”, explicou.

O trabalho realizado em conjunto faz parte do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão), firmado pela ANA com o Governo do Amazonas.

Mapeamento de risco

A Bacia do Rio Amazonas é mapeada com o intuito de prevenir eventos críticos no estado, como secas e cheias. Atualmente, os boletins de monitoramento hidrometeorológico da região são feitos e operados pelo CPRM e Governo do Estado, por meio da Sema.

Os sistemas de alerta hidrológico têm o apoio da ANA, com utilização de recursos para operação das estações telemétricas que compõem os sistemas e também fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional de Referência (RHNR).

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