27 de setembro de 2018 08h30 - Atualizado em 27/09/2018 08h30

Mais de 30 mil pessoas aguardam um transplante no Brasil

Os dados são da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos
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De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), mais de 30 mil pessoas estão na fila de espera para fazer algum tipo de transplante no Brasil. Por sinal, nesta quinta-feira (27) é comemorado o Dia Nacional da Doação de Órgãos.

De acordo com o Dr. André Ibrahim, da ABTO, o Brasil é o país que tem o maior serviço de transplantes pelo sistema de saúde público do mundo. Mas mesmo assim, a fila de espera é muito grande. No Brasil tem mais de 30 mil pacientes esperando nesta lista para fazer um transplante. Esta fila não vai acabar nunca, porque sempre alguém vai ter o diagnóstico de alguma situação em que vai precisar do transplante e isso é normal. Apesar de a gente fazer 5 mil transplantes de rim, a gente precisaria fazer 6 mil. Apesar de a gente fazer 2 mil transplantes de fígado, a gente precisaria fazer 4 mil, para que as pessoas não morram aguardando por um órgão.”

A vice-presidente da Sociedade de Patologia, Dra. Kátia Ramos Moreira Leite, ressalta a importância de conversar com os familiares sobre doação de órgãos. O que é importante é lembrar que todo mundo tem que estar consciente dessa necessidade; então conversar sobre este assunto, debater em casa, ver qual é o desejo dos familiares sobre isto. Isso vai facilitar a decisão em um momento desse. Ninguém espera passar por este momento, mas, infelizmente, é uma coisa que a gente pode se deparar.”

O pulmão, por exemplo, precisa estar em excelentes condições para ser usado para transplante e não pode ficar muito tempo fora do corpo humano. Segundo a ABTO, o órgão pode ficar apenas de 4 a 6 horas no transporte. Diferente do rim que pode ficar 24 horas. Os transplantes mais realizados no país são o de rim, com cinco mil cirurgias, em média, por ano, seguido do transplante de fígado, com cerca de duas mil cirurgias.

Embora o processo para a doação no Brasil tenha apresentado evoluções importantes com sua desburocratização, o último levantamento da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), aponta que a quantidade de procedimentos no Brasil neste ano apresentou números bem próximos ao primeiro semestre de 2017, com um crescimento de apenas 1,7%.

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