2 de janeiro de 2017 12h56 - Atualizado em 2/01/2017 13h02

Guerra entre facções PCC e FDN deixa 60 mortos em rebelião no Compaj, diz SSP

Secretário de Segurança afirma que 'foi o maior massacre do sistema prisional do Amazonas"
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Sessenta pessoas foram mortas, seis decapitadas, e ao menos 12 feitas reféns durante uma rebelião que durou 17 horas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no quilômetro 8 da BR-174, motivada pela guerra entre as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Família do Norte (FDN). Entre os mortos está, supostamente, o ex-policial militar Moacir Jorge Pessoa Costa, o “Moa”, que cumpria pena por homicídio.
O Secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, informou durante coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na manhã desta segunda-feira (2), que a rebelião está relacionada a disputa do narcotráfico no Estado. “Esta rebelião foi ordenada pela FDN”.
Os presos dominaram o Compaj, atearam fogo e trocaram tiros com policiais por volta das 16h de ontem. Conforme a polícia, os internos fizeram agentes penitenciários e outros presos como reféns. A rebelião começou após alguns internos do regime fechado aproveitarem o horário da visita para fugir, e acabaram impedidos. Policiais da guarda avistaram a movimentação e efetuaram tiros na tentativa de impedir a fuga.
Os detentos conseguiram subir no telhado da unidade dominaram e iniciaram um tiroteio com os policiais do presídio. Um interno conseguiu fugir, usando a roupa de uma mulher, mas acabou capturado na entrada do ramal e levado novamente para unidade.
Conforme uma fonte da PM, que pediu para não ser identificada, dezenas de presos do PCC foram executadas por presos do grupo rival. Na tentativa de conter os internos, os policiais efetuaram vários disparos dentro da cadeia. Alguns familiares dos internos ficaram retidos, temporariamente, dentro do Compaj. A estrada que dá acesso a unidade prisional foi bloqueada por policias militares.
Policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), do Centro de Operações Integradas (Coe) Força Tática, além de policiais civis foram enviados para o local para negociar com os detentos, além de uma viatura do Corpo de Bombeiros.

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