15 de abril de 2019 11h42 - Atualizado em 15/04/2019 11h42

Greve dos professores da rede pública do Amazonas inicia em Manaus com ato público

Por enquanto, não há sinalização de nova data para negociação por parte do governo, afirma o Sindicato
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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (SINTEAM) iniciou greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (15). Um ato público de caminhada no centro de Manaus marca o início da ação da categoria que reivindica 15% de reajuste salarial e outras pautas.

“Nossa intenção é chamar a atenção da sociedade. Nossa categoria ficou 4 anos sem reajuste salarial, está há dois sem progressões horizontais e o auxílio localidade está congelado em R$ 30 há 30 anos. 3,93% é vergonhoso. Perdemos quase 10% do poder de compra ao longo desses quatro anos e vamos até o fim para retomar a autoestima da nossa categoria. Não são só professores. Não só profissionais com título. Representamos auxiliares de serviços gerais, merendeiras, vigias na capital e interior, além de aposentados. Nossa luta é por todos eles”, afirma Ana Cristina Rodrigues, presidente do SINTEAM.

Trabalhadores de pelo menos 23 municípios devem paralisar as atividades nas escolas estaduais a partir do dia 15. Por enquanto, não há sinalização de nova data para negociação por parte do governo.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) reafirma a decisão da Justiça, por meio da Procuradoria Geral do Estado, de assegurar o funcionamento da rede estadual solicitando portanto o fim da greve. Apesar do documento, o Sindicato dos Servidores da Educação afirma que não foi notificado.

Leia na íntegra a nota:

A decisão da Justiça, que atende um pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE) em relação ao indicativo de greve dos sindicatos, tem como objetivo assegurar o funcionamento da rede estadual de ensino e não prejudicar os 420 mil alunos que hoje são atendidos pela rede. Vale ressaltar que Governo do Amazonas, que em janeiro honrou o pagamento 9,38% da data-base de 2016, tem se mantido aberto ao diálogo com os representantes das categorias para apresentar as propostas e possibilidades do Estado em relação às reivindicações dos trabalhadores da educação e já assegurou o pagamento da data-base em percentual de 3,93%, como fez com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e delegados de Polícia Civil. Todas essas categorias receberão, em relação a 2019, a reposição salarial uma vez que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impede a oferta de percentuais maiores na data-base. Para os trabalhadores da educação, além do cumprimento da data-base, o Estado apresentou a proposta de pagamento das progressões horizontais por tempo de serviço, garantindo mais 2% de reajuste para 22 mil profissionais da educação. Além disso, propôs o pagamento das progressões verticais por qualificação que podem representar ganhos de 12%, 50% e 55%. As duas propostas foram apresentadas como uma alternativa para garantir ganhos reais aos servidores da educação.”

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