15 de novembro de 2018 12h53 - Atualizado em 15/11/2018 12h53

FVS monta força-tarefa para concluir casos em investigação de sarampo

A ideia é investigar os mais de sete mil casos e chegar a conclusão da análise para extinguir o vírus do Estado
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Com o objetivo de fortalecer as estratégias da vigilância epidemiológica, o Governo do Estado, com apoio do Ministério da Saúde, está realizando uma força-tarefa para concluir a investigação de 7.425 casos de sarampo notificados durante o surto no Amazonas. De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), a estratégia faz parte do plano de enfrentamento à doença, no qual a meta é interromper a circulação do vírus no Estado em 90 dias.

O diretor-presidente da FVS-AM, Bernardino Albuquerque, informa que a força-tarefa segue o protocolo nacional voltado para vigilância do sarampo. “As confirmações serão por critérios laboratoriais, clínico epidemiológico e clínico. Estamos em uma nova fase de trabalho que tem como a principal meta interromper o ciclo de transmissão do vírus do sarampo, antes que complete um ano, desde as primeiras notificações e concluir todo esse processo de investigação dos casos será importante do ponto de vista da vigilância epidemiológica”, disse.

Os 7.425 casos foram notificados em 51 cidades do Estado, cerca de 80% deles entre os meses de junho a agosto de 2018. Segundo Bernardino, o resultado da investigação não representará a situação epidemiológica do momento em que concluir o resultado. “Temos um declínio das notificações a partir de setembro. Por outro lado, vamos aumentar o numero de confirmações conforme formos avançando com a Força-Tarefa.

Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalares

Na quarta-feira (14), a FVS e a equipe do Ministério da Saúde reforçaram a importância da notificação imediata do caso suspeito no Sistema de Nacional de Informação (Sinam), para que ações sejam realizadas no tempo oportuno. Foi durante a reunião de Alinhamento sobre as Ações de Sarampo no Amazonas, ocorrido no auditório da instituição com os profissionais de saúde que atuam na rede de assistência estadual.

Bernardino explica que, mesmo em queda, as notificações continuam acontecendo, por isso, a vigilância epidemiológica precisa ser mais rápida que o vírus. “Este novo cenário epidemiológico exige atenção redobrada, para que não haja uma explosão de casos novamente, tendo em vista, a natureza do vírus do sarampo que é extremamente contagioso”, reforçou.

Balanço de Casos

Conforme a última edição  do Boletim Epidemiológico do Surto de Sarampo no Amazonas, da FVS, no acumulado do ano, são 10.736 casos notificados, distribuídos em 51 municípios. Destes, são 2.357 confirmados, em 33 municípios. Seguem em investigação 7.425 casos e outros 954 foram descartados.

Manaus tem 1.637 casos confirmados de sarampo, seguido por 323 em Manacapuru, 61 em Itacoatiara, 53 em Parintins, 49 em Coari, 37 em Iranduba, 27 em Autazes, 22 em Novo Airão, 18 em Presidente Figueiredo, 16 Maués, 14 em Rio Preto da Eva, 12 Juruá, 09 em Manaquiri e 09 no Careiro.

Os municípios com o maior número de notificações são Manaus, com 8.388 casos, e Manacapuru, com 1.039, Itacoatiara com 252 casos notificados, Iranduba com 126, Coari com 119, Parintins com 108, Juruá com 87, Autazes com 51, Manaquiri com 53, Rio Preto da Eva e Presidente Figueiredo, com 48 cada, Careiro com 44 e Novo Airão com 42.

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