10 de junho de 2019 15h24 - Atualizado em 10/06/2019 15h24

Em conversa com Moro, prefeito diz que é preciso conter o crime

Arthur Neto destacou os recentes episódios de mortes registrados no Sistema Prisional
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O prefeito de Manaus, Arthur Neto, participou na manhã desta segunda-feira (10), da abertura da Reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária, realizada no Quality Hotel, zona Centro-Sul, com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, do governador do Amazonas, Wilson Lima, gestores de segurança pública e políticos locais. Logo depois do evento, o prefeito teve uma reunião privada com o ministro, na qual reforçou sua preocupação com a segurança pública e a gestão penitenciária no Estado. Arthur disse que é necessário conter o avanço do crime organizado em Manaus.

“Eu sinto no ministro uma firmeza muito grande. Ele ouve bastante e fala com precisão e com firmeza, no sentido de ajudar o Amazonas”, comentou o prefeito de Manaus. “É preciso resolver essa questão do sistema penitenciário e dar um jeito nessas invasões que hoje são dominadas pelo tráfico, a exemplo da Cidade das Luzes 1 e 2. O narcotráfico está avançando sem que haja uma reação do Estado brasileiro. Parece que essa reação agora vem”, completou.

A vinda do ministro Moro a Manaus foi provocada pelos fatos recentes no sistema penitenciário e que resultaram em 55 mortes. Em 2017, outras rebeliões chegaram a registrar 67 mortes de prisioneiros. O Ministério da Justiça enviou para o Amazonas uma força-tarefa para contornar os problemas nos presídios e determinou a abertura de inquérito para apurar as responsabilidades. “A meu ver o sistema penitenciário está completamente podre e os fatos vão provar isso dentro de pouco tempo. A confiabilidade, a confiança, caiu a quase zero”, lamentou o prefeito.

Durante a abertura do evento e em entrevista à imprensa, o ministro Sergio Moro falou da situação carcerária em Manaus e advertiu que, com ou sem empresa terceirizada, há necessidade de aumentar o contingente de agentes penitenciários, que hoje são em número insuficiente para manter a segurança nos presídios. À tarde, Moro visitou o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). 

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