11 de março de 2019 16h56 - Atualizado em 11/03/2019 16h56

Deputados federais debatem Linhão de Tucuruí na Aleam

O debate ocorreu durante audiência pública na presença de outros deputados
06_AUDIÊNCIA PÚBLICA_LINHÃO DE TUCURUI_DEPUTADOS DE RORAIMA (EGM)

Uma Audiência Pública proposta pelo deputado estadual Sinésio Campos (PT) na manhã desta segunda-feira (11) reuniu deputados estaduais dos estados de Amazonas e Roraima no Plenário Ruy Araújo, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), para discutir as obras da linha de transmissão de energia entre Roraima e Amazonas, conhecida como o Linhão de Tucuruí. A implantação do Linhão de Tucuruí enfrenta um impasse desde 2011.

De acordo com as informações dos deputados, existe um impasse no equilíbrio regional e impacto para os povos indígenas, ao passo em que o estado de Roraima está isolado energeticamente do resto do Brasil, sendo o único estado ainda não interligado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e, por isso, é praticamente abastecido energeticamente pela Venezuela. Os deputados federais pelo Amazonas, José Ricardo (PT) e Delegado Pablo (PSL), estiveram no evento representando a bancada amazonense no evento e falaram sobre o tema.

José Ricardo defendeu a discussão das obras do Linhão com os indígenas. “A gente tem de somar esforços para cobrar que o Governo Federal dê agilidade nessa obra e garanta a interligação com o Sistema Nacional, mas não podemos desprezar a questão indígena. Temos que levar em consideração a realidade e os direitos dos povos indígenas em relação a qualquer obra pública, seja federal, estadual ou municipal, ainda mais nesse momento em que os povos indígenas se sentem ameaçados”, afirmou.

Já o deputado federal Delegado Pablo (PSL-AM) acredita ser perfeitamente possível a implantação do Linhão sem prejuízo aos indígenas. “Não acredito que as questões ambientais e indígenas serão entraves, porque as linhas elétricas já atravessaram praticamente o Brasil inteiro, e no estado do Amazonas ela chega a 2000 km e daqui para Roraima são apenas cerca de 700 km. Nesses 2000 km até o Amazonas elas passaram por reservas indígenas, preservação ambiental, área de preservação permanente, tudo isso com vontade política, que acredito ser a chave para a resolução do entrave do Linhão”, exemplificou.

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