12 de abril de 2018 10h19 - Atualizado em 12/04/2018 10h20

De 10,1 mil refugiados, apenas 5,1 mil continuam no Brasil

Mais da metade dos refugiados mora em São Paulo e a maioria é de sírios, 35%
Na foto: O coordenador-geral do Conare, Bernardo Laferté, o presidente do Conare e secretário nacional de Justiça, Luiz Pontel, o diretor do Departamento de Migrações, André Furquim, e a representante da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), Isabel Marquez. Foto: Isaac Amorim/MJ
Na foto: O coordenador-geral do Conare, Bernardo Laferté, o presidente do Conare e secretário nacional de Justiça, Luiz Pontel, o diretor do Departamento de Migrações, André Furquim, e a representante da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), Isabel Marquez. Foto: Isaac Amorim/MJ

Até o final do ano passado, o Brasil reconheceu 10.145 refugiados de diversas nacionalidades. Desses, apenas 5.134 continuam no território nacional, sendo que 52% moram em São Paulo, 17% no Rio de Janeiro e 8% no Paraná. Dos que escolheram permanecer no Brasil, a maioria é de sírios, representando 35% da população refugiada. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça na 3ª edição do relatório Refúgio em Números.

O ano de 2017 foi o maior em número de pedidos de refúgio, desconsiderando a chegada dos venezuelanos e dos haitianos. Foram 13.639 pedidos no ano passado, 6.287 em 2016, 13.383 em 2015 e 11.405 em 2014.

No total, 33.866 pessoas solicitaram o reconhecimento da condição de refugiado no Brasil em 2017. Os venezuelanos representam mais da metade dos pedidos realizados, com 17.865 solicitações. Na sequência estão os cubanos (2.373), os haitianos (2.362) e os angolanos (2.036). Os estados com mais pedidos de refúgio são Roraima (15.955), São Paulo (9.591) e Amazonas (2.864), segundo dados da Polícia Federal.

Veja o relatório na íntegra.

Ouça a íntegra da coletiva de imprensa. 

De acordo com o secretário nacional de Justiça e presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Luiz Pontel de Souza, o governo trabalha com novas possibilidades para facilitar a regularização migratória dos venezuelanos. “A autorização de residência para pessoas de países que fazem fronteira com o Brasil é uma alternativa mais rápida e simples aos venezuelanos que querem morar no nosso país”, destaca Pontel.

Do Ministério da Justiça

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