18 de maio de 2017 12h49 - Atualizado em 18/05/2017 12h49

‘Brasil não pode parar’, dizem Padilha e Moreira Franco

O posicionamento dos ministros é referente ao escândalo após delações
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O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, divulgou na madrugada desta quinta-feria (18) um vídeo no qual diz que o país está avançando e não pode parar em função de denúncias feitas por meio de delação premiada. “Nós do governo temos de governar. O Brasil e os brasileiros não querem e não vão parar. O Brasil não vai parar”, disse o ministro.

O ministro lembrou os dados positivos da economia, divulgados recentemente. “Essa semana, a cada dia tínhamos uma manchete altamente positiva para o Brasil: era o PIB que crescia, o juro que caía, a inflação que caía, a geração de emprego”, disse Padilha, que completou: “Surge no entanto mais uma delação premiada e essa delação traz fatos que têm sim de ser investigados e explicados. Mas não se tem ninguém condenado antecipadamente. Temos de ver o que efetivamente foi dito. O Poder Judiciário se encarrega das delações”.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, também divulgou mensagem na madrugada desta quinta por meio de sua conta no Twitter na qual pede que o país tenha “muita serenidade” e que faça um “esforço de se manter unido”. “É fundamental que tenhamos muita serenidade e que façamos esforço de nos manter unido com um único objetivo: o Brasil não pode parar, e para que possamos retomar o crescimento e a geração de emprego e de renda”, disse Moreira Franco após comentar que o país foi surpreendido com as delações desta quarta (17).

Delação

No início da noite de quarta (17), o jornal “O Globo” publicou reportagem, segundo a qual, em encontro gravado em áudio, pelo dono do grupo  JBS, o empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse o pagamento de uma mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que esses ficassem em silêncio. Conforme a reportagem, Batista firmou delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e entregou gravações sobre as denúncias. Segundo o jornal, ainda não há confirmação de que a delação do empresário tenha sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme Eliseu Padilha, delações premiadas como as que denunciam o presidente Michel Temer, não representam, a priori, uma condenação. Padilha reiterou que denúncias como essas devem ser investigadas.

Em nota, divulgada quarta-feira, a Presidência da República informou que o presidente “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha”

Aécio Neves

De acordo com a reportagem de quarta-feira (17) de “O Globo”, na gravação de delação, o dono do grupo JBS, Joesley Batista, também teria dito que senador Aécio Neves pediu a ele R$ 2 milhões. De acordo com a gravação, o dinheiro foi entregue a um primo de Aécio. A reportagem diz ainda que a entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado em uma empresa do senador Zezé Perrella.

Na manhã desta quinta-feira (18), a Polícia Federal fez operações em endereços ligados ao senador Aécio Neves no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília.

Da Agência Brasil

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