1 de novembro de 2018 17h38 - Atualizado em 1/11/2018 17h38

Boi Bumbá do Amazonas pode se tonar Patrimônio Cultural do Brasil

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural se reunirá na próxima semana em Belém (PA)
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A grande festa do Amazonas terá ainda mais motivos para celebrar! O Complexo Cultural do Boi Bumbá do Médio Amazonas e Parintins é uma manifestação cultural de caráter festivo, que tem a figura do Boi como seu elemento principal e envolve uma série de danças, músicas, drama e enredo. Toda a tradição estará em análise na próxima reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que acontecerá em Belém (PA), nos dias 8 e 9 de novembro, e o Boi Bumbá do Amazonas poderá ser reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil.

Derivado dos Festivais Folclóricos da região, surge o chamado Boi de Arena. Esta modalidade do folguedo se estabeleceu de forma especial na cidade de Parintins (AM) e apresenta características muito específicas. O Festival Folclórico de Parintins, referência dos estudos sobre o Boi de Arena, ocorre anualmente na última semana de junho. Durante três noites, dois grupos de Boi Bumbá, o Garantido e o Caprichoso, se revezam em apresentações de caráter competitivo, no espaço conhecido como Bumbódromo. O local, assim chamado em alusão ao Sambódromo do Rio de Janeiro (RJ), se pinta nas cores do Boi e milhares de pessoas se dividem entre as duas arquibancadas – uma vermelha, do Garantido; e outra azul, do Caprichoso – enquanto um corpo de jurados avalia a performance dos grupos e decide pelo grande campeão.

Caso seja reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil, este será o décimo segundo bem inscrito no Livro de Registro das Celebrações.

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, antropologia, arquitetura e urbanismo, sociologia, história e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), o Ministério da Educação, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), o Ministério do Meio Ambiente, Ministérios das Cidades, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

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